Tratamentos

Coroa de porcelana em sessão única: o que muda com a odontologia digital

Dra. Ana Vitória Imbrunito Cirurgiã-dentista · CROSP 47.478
3 min de leitura
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Por décadas, colocar uma coroa de porcelana significou três coisas: moldagem com pasta, provisório e uma segunda consulta semanas depois. O fluxo digital encurtou isso — em casos selecionados, a peça é desenhada, fresada e cimentada no mesmo dia.

Como funciona o fluxo digital

  • escaneamento intraoral: uma câmera percorre a arcada e monta o modelo 3D. Sem moldeira cheia de pasta e sem o enjoo que ela costuma provocar;
  • desenho no software: a coroa é modelada sobre o preparo, com os contatos e a mordida conferidos na tela;
  • fresagem: um bloco cerâmico é usinado no próprio consultório;
  • caracterização e cimentação: ajuste de cor e brilho no forno, prova na boca e cimentação adesiva.

O que isso resolve na prática

A vantagem mais concreta não é a tecnologia em si — é o que ela elimina:

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  • sem provisório, e portanto sem o provisório que solta em fim de semana;
  • menos consultas e menos tempo de dente preparado exposto;
  • o modelo digital fica arquivado: se a peça precisar ser refeita anos depois, o registro está lá;
  • o ajuste de mordida é conferido antes de a peça existir, e não na sua boca.

Sessão única não significa “serve para todo caso”. Significa que, quando o caso permite, o caminho é mais curto — e quem decide isso é o exame, não o catálogo.

Quando o caminho continua sendo o laboratório

Há situações em que a peça feita por um técnico de prótese, com mais etapas e mais tempo, entrega um resultado melhor:

  • reabilitações extensas, com vários dentes envolvidos e mudança de mordida;
  • estética de dentes anteriores em casos exigentes, onde a estratificação manual reproduz melhor a translucidez e as nuances do dente vizinho;
  • próteses sobre implante com necessidades específicas de encaixe;
  • situações em que a gengiva precisa cicatrizar e assentar antes da peça definitiva.

Quanto tempo dura

Não há prazo garantido, e desconfie de quem oferece um. A durabilidade depende de quanto dente sadio sobrou para sustentar a peça, da qualidade da cimentação, da sua higiene, das visitas de manutenção e — muito — de bruxismo. Quem aperta ou range os dentes costuma precisar de placa de proteção; sem ela, cerâmica lasca.

Na avaliação, vale perguntar diretamente: o meu caso dá para resolver em sessão única, ou o laboratório entrega um resultado melhor aqui? Uma resposta honesta a essa pergunta vale mais que a tecnologia.

Este texto é informativo e não substitui a avaliação de um cirurgião-dentista: só o exame clínico, com as imagens do seu caso, diz o que se aplica a você.

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